Odeio livros de auto-ajuda, tanto quanto odeio auto—ajuda empresarial (“casais inteligentes enriquecem juntos”, “o monge e o executivo” e tantos outros desperdícios de papel). A primeira vez que eu vi o livro “O Segredo”, achei-o muito interessante, um design gráfico excelente, mas que me enganou feio, minha primeira impressão foi de que se tratava de um romance histórico (aos semi-alfabetizados de plantão que nunca leram um livro, romance, no ponto de vista literário, não é uma história melosa de amor, e sim uma história fictícia com personagens fictícios ou não), não consegui passar da página oito.
Apesar do nome, livros de auto-ajuda não ajudam ninguém realmente, são apenas um prozac de celulose via visual. O que eu quero dizer é que esses livros fazem seus leitores enxergarem a vida de um jeito errado. Claro que algumas pessoas irão discordar de mim, me falando dos inúmeros benefícios que tais livros proporcionaram-nas, mas esses são os mesmos que irão se jogar do 10º andar do seu edifício ou ainda tomar um coquetel de barbitúricos em uma linda noite de terça-feira, depois de tomar meia garrafa de whisky e ver que chegou aos 48 anos e que, apesar de saber ser significativo a pelo menos uma pessoa, não é significativa para si mesma.
Meu objetivo não é lhes dizer como devem viver suas vidas, até porque isto se tornaria uma crônica de auto-ajuda. É apenas minha opinião.
Agora, se queres um livro manual de instrução de como viver tua vida, realmente a melhor opção é o suicídio.